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O que é ser líder? Por definição, liderar exige visão, decisão e capacidade de inspirar pessoas. Nos últimos anos, porém, as competências do cargo mudaram. Fatores como sobrecarga de crises sucessivas, adaptações ao trabalho híbrido, adoção da IA e a pressão constante por resultados trazem às empresas um novo desafio: construir intencionalmente times, culturas e modelos de trabalho preparados para o novo mercado.
O relatório “Resilience Pulse Check 2025”, publicado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a McKinsey, revelou que 84% das empresas se sentem despreparadas para enfrentar as incertezas emergentes com resiliência. Isso não se trata da falta de consciência sobre os problemas, mas da diferença entre saber o que precisa mudar e ter a capacidade de agir.
Para completar, o “Global Leadership Forecast 2025” da DDI, o maior estudo global sobre liderança, identificou uma crise estrutural: desconfiança crescente, esgotamento e lacunas de desenvolvimento que ameaçam a continuidade das organizações.
Neste artigo, entenda mais sobre os principais desafios da liderança na atualidade, o que os dados mais recentes revelam sobre eles e, principalmente, o que você pode fazer para preparar a gestão da sua organização para superá-los.
Os 10 desafios da liderança na atualidade
Como vimos, uma liderança eficaz no cenário atual exige a superação de desafios complexos e multifacetados. As gestões de hoje se enxergam diante de um contexto marcado por rápidas transformações tecnológicas, mudanças nas expectativas das pessoas colaboradoras e incertezas econômicas globais.
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A seguir, exploraremos os maiores desafios de um(a) líder na atualidade, com base nos dados do “Global Leadership Forecast 2025” da DDI, que examinou as respostas de 2.185 profissionais de Recursos Humanos e de 10.796 pessoas executivas ao redor do mundo.

1. A crise de credibilidade da liderança
Pela primeira vez no histórico do estudo da DDI, a confiança em gestões diretas ficou abaixo da segurança em líderes seniores, uma inversão que desafia suposições fundamentais sobre as relações de trabalho.
Choques econômicos, avanço da IA e polarização crescente criaram um ambiente em que pessoas colaboradoras questionam decisões da liderança com muito mais intensidade — e as organizações que não agirem sobre isso enfrentarão consequências diretas em retenção e desempenho.
2. IA e a lacuna de percepção entre níveis de liderança
A gestão de linha de frente tem três vezes mais chances de demonstrar preocupações com o impacto da IA do que lideranças seniores. Isso porque, enquanto as pessoas executivas C-Level enxergam a tecnologia de forma estratégica, líderes operacionais são quem precisam garantir, no dia a dia, a adesão das equipes, o redesenho de fluxos de trabalho e a gestão do impacto humano — o que inclui o medo da substituição e a ética no uso da tecnologia.
O estudo ainda revela que essa lacuna de percepção compromete diretamente a adoção da tecnologia: líderes que confiam em sua gestão sênior são 2,2 vezes mais propensos(as) a se sentir animados(as) com a implementação da IA.
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3. Estresse, burnout e rotatividade de lideranças
Cerca de 71% das lideranças relatam aumento significativo de estresse desde que assumiram seu cargo. O principal motivo é a escassez de tempo: apenas 30% sentem que têm tempo suficiente para executar suas responsabilidades com a profundidade necessária.
Vale dizer que os desafios da liderança no home office agravam esse quadro: sem os limites físicos do escritório, líderes que atuam remotamente relatam maior dificuldade em se desconectar, o que intensifica o ciclo de esgotamento.
Das consequências, a mais alarmante é que 40% das pessoas líderes estressadas já consideraram abandonar seus cargos de liderança para preservar o bem-estar. Isso mostra que o fluxo de processos de liderança está sob pressão exatamente quando a continuidade organizacional mais depende dele.
4. A queda do senso de propósito nas lideranças de linha de frente
Enquanto o senso de propósito entre a liderança C-Level cresceu de 62% em 2020 para 67% em 2024, a gestão de linha de frente registrou uma queda de 20% no mesmo período, chegando a apenas 35%.
Esse distanciamento tem raízes estruturais: líderes operacionais atuam em responsabilidades mais táticas, têm menos autonomia e visibilidade estratégica, e enfrentam demandas crescentes sem o suporte adequado.
Dessa forma, uma liderança de linha de frente desconectada da missão organizacional afeta diretamente o engajamento das equipes que ela lidera — e isso é um dos fatores mais subestimados pelas organizações.
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5. Qualidade de liderança estagnada
Segundo o “Global Leadership Forecast 2025”, apenas 40% das lideranças avaliam a qualidade da gestão em suas organizações como alta, índice que oscila dentro de uma faixa estreita desde 2008, sem avanços consistentes.
A exceção foi o período da pandemia de COVID-19, quando subiu pontualmente para 48%, sinalizando que a liderança empática e adaptativa em momentos de crise eleva a percepção de qualidade.
O dado mais revelador do estudo é o multiplicador comportamental: líderes em organizações com fortes habilidades interpessoais são 19 vezes mais propensos(as) a avaliar a qualidade da liderança como alta. Ou seja, é possível perceber que cultura e comportamento importam mais do que processos e títulos.
6. Talentos vs. controle de custos
Cerca de 54% das pessoas CEOs elencam atrair e reter talentos como sua principal preocupação para os próximos cinco anos, seguido pela desaceleração econômica global (52%) e pela necessidade de navegar nas incertezas (42%).
A tensão é estrutural: em períodos de pressão financeira, as empresas cortam justamente os programas de desenvolvimento que sustentariam o fluxo de processos de liderança. Isso porque, sem investimento em talentos, a capacidade de executar estratégia em momentos de crise diminui.
Tratar desenvolvimento de liderança como alavanca de resiliência, e não como custo, é o que diferencia as organizações que saem mais fortes de períodos adversos.
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7. Pipeline de liderança frágil
Após uma década de declínio, a confiança no fluxo de processos de liderança (fluxo de processos) subiu modestamente para 20% em 2024. Isso significa que 80% das organizações ainda não confiam em seu negócio para garantir a continuidade estratégica.
O custo de ignorar esse desafio é alto: organizações com pipelines sólidos são 3,5 vezes mais propensas a serem reconhecidas como empresas mais admiradas e possuem 2,8 vezes mais chances de superar financeiramente as empresas concorrentes.
8. A saída de talentos de alto potencial
A intenção de sair de uma empresa entre profissionais de alto potencial subiu para 21%. O fator mais crítico é o desenvolvimento: esses talentos são 3,7 vezes mais propensos a deixar a organização se sua gestão não oferecer oportunidades regulares de crescimento.
Outros fatores que aceleram a saída dessas pessoas incluem a falta de propósito no cargo (4,8x), baixa confiança na liderança sênior (3,8x) e ausência de mentoria efetiva da pessoa gestora (2,7x).
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9. Lacuna crítica de habilidades futuras
Aproximadamente 83% dos times de RH preveem um aumento expressivo na demanda por novas competências de liderança nos próximos cinco anos. Porém, o desenvolvimento atual não acompanha essa urgência.
Definir estratégia é considerada uma habilidade essencial por 64% das lideranças, mas apenas 37% receberam treinamento nessa área. E esse padrão se repete em competências como: gestão de mudanças, identificação e desenvolvimento de futuros talentos e tomada de decisões — todas com menos de 40% de cobertura em desenvolvimento, apesar de serem reconhecidas como críticas por mais de 60% das pessoas participantes.
Como resultado, apenas 22% das organizações de RH priorizam essas competências, o que limita diretamente a capacidade das lideranças de inovar e preparar suas empresas para o novo mercado.
10. Desenvolvimento de liderança ineficaz
A maioria das organizações investe em desenvolvimento de liderança, mas poucas fazem isso de forma eficaz. O “Global Leadership Forecast 2025” revela que organizações que utilizam cinco ou mais abordagens de aprendizagem são 4,9 vezes mais propensas a reportar uma melhora real na capacidade da gestão.
As abordagens mais eficazes combinam mentoria de gestão, coaching interno, aprendizado autodirigido, avaliações objetivas e ferramentas baseadas em IA, como simulações e assistentes.
A questão é que a maioria das organizações ainda concentra esforços em treinamentos presenciais genéricos e plataformas e-learning desatualizadas, que aparecem entre as abordagens menos valorizadas pela própria gestão.
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O que fazer para melhorar a liderança? 6 práticas para desenvolver líderes
Conhecer quais são os desafios da liderança é o primeiro passo; o segundo é saber o que fazer a partir desse momento. O “Global Leadership Forecast 2025”, além de mapear os pontos de atenção atuais, também apontou as práticas que podem fazer a diferença nas gestões.
A seguir, confira seis ações recomendadas para superar os principais desafios da liderança:
1. Reconstrua a confiança com comportamentos consistentes
O estudo identifica quatro comportamentos que têm impacto direto na reconstrução da confiança: escuta ativa com empatia genuína, criação de um ambiente seguro para discordâncias, compartilhar a lógica por trás das decisões e encorajar o questionamento de práticas estabelecidas.
Pessoas colaboradoras com gestores ou gestoras que apoiam ativamente o desenvolvimento da equipe são 11 vezes mais propensas a confiar na gestão.
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2. Alinhe a liderança sênior em torno da IA
A implementação da Inteligência Artificial nas empresas falha menos por questões técnicas e mais por falta de confiança e alinhamento dos times. Como vimos, líderes da linha de frente são 2,4 vezes mais propensos(as) a adotar a IA quando sua gestão sênior trabalha de forma coesa e apresenta uma visão unificada.
Para isso, é preciso desenvolver uma comunicação sistemática, fóruns dedicados a dúvidas sobre IA e roadmaps transparentes sobre o impacto da tecnologia nas equipes.
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3. Crie condições para que líderes tenham tempo e suporte
Lideranças com ambientes de trabalho favoráveis têm 10 vezes mais chances de se destacarem em seus cargos, enfrentam 3 vezes menos estresse e terminam o dia com o dobro de energia.
Os fatores-chave para isso são equilíbrio entre vida pessoal e profissional, suporte organizacional, confiança na gestão e acesso a recursos de aprendizado.
4. Conecte líderes da linha de frente à cultura organizacional
A gestão da linha de frente com senso de propósito fortalecido é 17 vezes mais propensa a ter uma percepção positiva da organização e tem três vezes mais chances de permanecer nela no próximo ano.
Para isso, é preciso criar visibilidade do impacto do trabalho operacional na missão da empresa, investir em bem-estar e desenvolver habilidades interpessoais (soft skills) que tornem as interações do dia a dia mais significativas.
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5. Invista nas habilidades que mais importam para o futuro
Organizações que treinam líderes em pelo menos duas das habilidades futuras críticas, como a gestão de mudanças e a identificação de talentos, têm 1,6 vez mais chances de receber avaliações de alta qualidade pelas pessoas executivas C-Level.
6. Diversifique as abordagens de desenvolvimento
Quando o assunto é capacitação profissional, como vimos, empresas com cinco ou mais abordagens de desenvolvimento são 4,9 vezes mais propensas a reportar melhora real nas habilidades de liderança. A combinação mais eficaz inclui mentoria da gestão direta, coaching interno, aprendizado autodirigido, avaliações objetivas e ferramentas de IA.
Mais do que escolher uma abordagem, o desafio é criar um ecossistema de desenvolvimento personalizado, acessível e alinhado às necessidades reais de cada líder — e é exatamente nesta etapa que a parceria estratégica da Alura Para Empresas pode auxiliar o seu negócio.
Com formações, treinamentos e trilhas personalizadas que unem tecnologia, gestão e desenvolvimento humano, ajudamos sua organização a desenvolver líderes do presente para os desafios do futuro.
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